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Mais uma matéria brilhante do repórter Juliano Dip para o CQC, mostrando a morte do Rio Doce, causado pela tragédia de Mariana, onde uma barreira de rejeitos se rompeu e destruiu cidades, vilarejos, matou pessoas e deixou milhares sem nada, sem trabalho, além de acabar com o meio ambiente da região e do Espírito Santo.

Alguns dados importantes e interessantes:

“Disseram que vão me pagar um salário por mês, mas um salário não paga o que fizeram com o rio, com minha vida” (Pescador e morador da região)

“Vem com água mineral. Nossa água mineral cai do céu, na chuva. (…)Acabaram com nosso rio, com nossa vida.” (Pescador e morador da região)

Passam cerca de 50 trens por dia, próximo ao rio, em uma aldeia habitada por descendentes de índios. Os trens passam carregados de minério extraído das montanhas e que será exportado.

“Como iremos beber chá das plantas que são nossos remédios, que estão na beira do Rio? Me sinto morta, matou o rio, me matou também.”

“Nós bebiamos a água direto do rio, hoje sentamos próximo e não ouvimos mais o som de cachoeira.”

“É a sociedade civil ue está fazendo alguma coisa pelas pessoas. Prefeitura, poder público, Samarco, Vale, não está fazendo absolutamente nada. (…) Vê um desespero de água.”

“A barragem que rompeu é a menor e já causou todo esse estrago, imagina se a maior se rompe?”

“Diretor da Samarco não diz nada, liga para assessoria de imprensa e piloto de helicóptero vira segurança.”

  • 853 km de extensão.
  • R$ 60 bilhões de litros de rejeitos derramados.
  • 1% do território nacional.
  • Morte de peixes em toda a sua extensão.
  • 3,5 milhões de pessoas abastecidas pelo rio e que foram prejudicadas direta ou indiretamente.
  • Todos os municípios atingidos em emergência.
  • 12 mortos.
  • Ninguém preso…

Essa tragédia não pode ficar assim. A justiça brasileira pode falhar, mas a Deus, nessa eu acredito.

Minhas orações a todas essas pessoas.

 

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